Isabella e Thiago…

Eles são de Goiânia, tem uma história cumpridinha já, trabalham juntos, e foram, juntos, transferidos para o Pará. O Thiago foi obrigado a desenrolar a Isabella… rsrsrsrs… Marcaram a data do casório, e, mesmo de longe, estão organizando todos os detalhes! E no meio de tudo isso… eles foram transferidos de novo, agora pra Manaus.

Desde quando fechamos nosso contrato, a Isabella nos marca e manda algumas indicações do que ela queria no ensaio deles, e aí, fomos ralar muito pra decidir onde fazer as fotos. Fomos pra Vila Propício, uma cidadezinha charmosa no interior, onde a Isabella mesmo já havia pesquisado.

A ida foi uma aventura! Rali! Horas e horas de uma estrada muito doida que o GPS queria muito que a gente desbravasse… E chegando lá, bem tarde já, conseguimos convencer a Dona Lia, única guia da cidade a nos levar em pelo menos uma caverninha… (minuto de silêncio pros imbecis que vandalizaram a caverna), depois corremos pro Lago Azul, uma nascente cristalina de água na região, pra pegar o restinho de luz do sol… e nessa acabamos entrando numa propriedade alheia, pulando cerca e fazendo foto porque a gente não é de ferro!

Os ensaios são momentos importantes pra nós, pro nosso trabalho no dia do casamento. É quando a gente se aprochega do casal, conhece, quebra clima, sente clima… e participa da história deles! É quando a gente os vê através das nossas lentes e dos nossos corações também!

Neste ensaio a gente viu CUMPLICIDADE! É incrível e lindo a forma com que eles se ajeitam pra complementarem um ao outro. Parece até bem simples pra eles o tal do “ele completa ela e vice-versa…”. Na camisa esquecida em Manaus… Nas unhas sendo feitas na estrada… Nos buracos e garranchos do rali da ida… Na correria pra pegar luz na caverna… Nos morcegos das cavernas… Nas frases que a Isabella disse pro Thiago no meio da plantação alheia… Na água clarinha e límpida do Lago Azul… Na fome e no cansaço da volta… Na doçura sem exagero… Na sinceridade do abraço… Na companhia revelada ao dar às mãos… No certeza de pertencer ao olhar um do outro… Nas fotografias deste ensaio…

face 1face 3face 4face 5face 6face 7face 8revelar 14face 9face 10face 11face 12face 13

Grazi e Cris…

Este ensaio foi um desafio muito grande pra nós… Mas foi um privilégio ainda maior!!!

A Grazi é fotógrafa, irmã de fotógrafo e sobrinha de fotógrafo… Pensa no quanto ficamos honrados aos sermos escolhidos por ela para sermos os responsáveis pelas fotografias do casamento… E no quanto a nossa barriga tem esfriado quando pensamos nessa responsa.

Mas antes do casório tem o… ensaio! E… no caso dela, o Trash-The-Dress. Há muito tempo não fazemos um trash… Que nada mais é que um ensaio com o casal vestidos de noivos, e em locais que uma pessoa, normalmente, não iria com um vestido de noiva… Numa estação de trem-de-ferro sujismunda… Entrar numa cachoeira… Ou subir no Pico dos Pireneus.

O fotógrafo do Trash era o tio dela… o assistente era o irmão!… Pensa no quanto estamos nervosos pensando que todos estes profissionais muito massa, vão ver nossas fotos também… e fotografando a cuti-cuti da família, que está se casando!!! Entenderam o desafio???

Tentamos não deixar o nervosismo e a expectativa atrapalhar o nosso trabalho, que é transformar um cadinho da emoção dos casais em imagens. E nos deixamos levar por aquele momento tão especial, de um dia inesquecível na vida da família toda… mas mais ainda do casal… a Grazi e o Cris.

O Cris é um cara leve, deve ser daqueles que tem um milhão de amigos… violeiro, torcedor do Galo… e engraçado! Rimos muito dele… Mas o mais bonitinho é a forma com que ele cuida da Grazi. De uma forma natural, sem exageros, como se cuidar dela fizesse parte da fisiologia dele… não precisa forçar… o cuidado com ela é dele, pronto.

A Grazi toda preocupada, ansiosíssima com o ensaio, com os detalhes do casamento, que ainda está um pouco longe, mas como o Cris mora fora, têm que ser feitos com antecedência. E no meio daquela ansiedade para que o ensaio saísse como ela imaginou, mesmo o cílio caindo, manchando a maquiagem e o vestido com a cola do cílio, o medo de não pegar o por do sol em cima do Pico… ela se deixava perder no olhar do Cris… Como se o olhar dele fizesse parte da fisiologia dela… sem forçar… o olhar dele é dela, pronto.

E foi assim… envolvidos pelo desafio e pelo privilégio que era fotografar este ensaio, e embalados pelo cuidado do Cris e pelo olhar da Grazi, voltamos pra casa com um monte de fotografias registradas nos cartões e a certeza de que nós amamos o nosso trabalho… Fotografar o amor é o combustível das nossas vidas!

face-1face-2face-3face-4face-5face-6face-7face-8face-9face-10face-11face-12face-13face-14